Ana e as tartarugas | Nosso Amiguinho

Ana e as tartarugas

Ana estava animada. Finalmente, naquela tardinha, ela veria as tartaruguinhas indo para o mar! Ela e o papai se prepararam e foram
para a praia.

– Não faça barulho – cochichou o pai. – Faça apenas o que eu lhe disser.

A menina não sabia como seria, mas seu irmão mais velho tinha dito que as tartarugas põem ovos na praia, perto do mar. Um projeto ambiental cuidava desses ovos e, depois que as tartaruguinhas nasciam, as pessoas as soltavam na praia, para elas correrem para o mar.

Em silêncio, Ana e seu pai aguardavam. A menina via apenas caixas com muitas tartaruguinhas recém-nascidas. A mamãe tartaruga não estava por lá. Que estranho! De repente a primeira tartaruguinha foi solta.

Desajeitado, o bichinho começou a correr na direção do mar. Aos poucos, outras pequenas tartarugas foram sendo postas na areia e se apressavam para chegar à água.

O papai e Ana observavam aquele corre-corre emocionante.

Algumas aves se aproximaram querendo pegar alguns filhotes. Ana ficou chocada. Ela olhou para todos os lados, para ver se o pai ou a mãe das tartarugas apareceria para cuidar dos filhotes. Nada!

Os olhos de Ana se encheram de lágrimas, e ela ficou olhando apreensiva até que a última tartaruga chegasse a salvo na água.

No caminho para casa, o pai explicou que era daquele jeito que as coisas deveriam acontecer mesmo. Ele contou que a mãe das tartarugas coloca muitos ovos na praia, esconde todos na areia e vai embora. Quando nascem, as tartaruguinhas precisam chegar sozinhas, por conta própria, ao mar. Às vezes, enfrentavam perigos até chegar ao mar. E o pai também falou que, na água, os perigos não acabavam. Elas também poderiam ser capturadas por outros animais. Daquelas tartaruguinhas que eles tinham visto, poucas chegariam à vida adulta.

De olhos arregalados, Ana prestava atenção a cada palavra. Antes, ela não sabia nada sobre tartarugas. Havia aprendido tanto em apenas uma manhã!

Enquanto olhava o caminho de volta para casa pelo vidro do carro, a menina pensava como era feliz por ter uma família, que a ajudava e cuidava dela.

Ela se lembrou de seu último aniversário e do Natal passado. Até o vovô e a vovó estavam presentes! Tio Nelson e tia Lavínia também tinham vindo, junto com as primas gêmeas, a Isabelle e a Gabrielle. Foi tão legal!

Ela também se lembrou de quando pegou rotavírus. Não conseguia comer, sentia-se muito mal e tinha febre alta. Papai e mamãe a levaram às pressas ao médico. Depois, compraram remédios e cuidaram ela. E ela passou alguns dias tomando sua bebida preferida: água de coco.

Uma vez, ela teve muita dificuldade para resolver umas operações matemáticas. Nesse dia, nem a mamãe nem o papai podiam ajudar, mas seu irmão, que já estava no oitavo ano, explicou como ela deveria fazer cada conta.

Ana se ajeitou no banco do carro e deixou escapar um sorrisinho de felicidade.

É tão bom ter uma família! Como é a sua?